Transformada em show, a hipnose ganhou má fama e perdeu credibilidade. Mas a técnica tem indicações precisas, e quem usa, garante: funciona no tratamento de problemas de fundo psicológico. Por Cássio Leite Vieira
Parar de fumar, regredir a vidas passadas ou emagrecer sem esforço —parece que tudo é possível por meio de hipnose. Foi essa imagem mágica que desmoralizou a técnica, hoje facilmente confundida com ilusionismo ou associada a truques de levitação. O que pouca gente sabe é que a hipnose tem base científica e é regulamentada pelos conselhos federais de medicina, odontologia e psicologia, podendo ser praticada no Brasil por médicos, dentistas e psicólogos treinados.
Trata-se de um estado de consciência alterado, como o da vigília, que precede o sono. Nessa situação, o cérebro deixa temporariamente de checar as informações sensoriais que chegam a ele —como se fosse um empregado que estivesse de folga, sem ter saído de casa, isto é, à disposição. Por não estar sendo requisitado para outras tarefas, o cérebro fica livre para aceitar mais facilmente as sugestões propostas pelo hipnotizador. Mesmo em transe hipnótico, a pessoa não vai fazer nada que não queira —isso só acontece no palco, onde encenações fantasiosas muitas vezes são chamadas de hipnose.

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